Folha Viva

SOU DE FASES: COMO A LUA E COMO TODAS AS MULHERES. TENHO TODOS OS HUMORES E TODAS AS IDADES…escrevo sobre o que está me incomodando, ou sobre o que, deliciosamente já se acomodou em mim Entendeu? Nem eu!

31/3/08

BILHETINHO PÓSTUMO

Mergulho no meu interior e saio de lá com vontade de ter feito mais por nós: por mim e por você MEU PAI!

São tantas lembranças rôtas, já gastas, vistas e reprisadas em cores e preto e branco! |E mesmo assim, sempre há um detalhe, um ângulo qualquer que deixei escapar…

Com você aprendí a arte do amor incondicional , que  nem sempre foi demonstrado ou admitido. Mas que estava alí, sempre disponível se precisássemos dele. Hoje entendo que por trás de sua feição séria e rígida estava um homem também frágil e carente, mas que jamais admitiria sê-lo.

Por que não percebi isso antes? Suas lições só estão sendo assimiladas agora.

Como eu queria hoje transpor todas suas barreiras de amor oculto e falar  de como é mais fácil e indolor se expor. Seja para o amor ou para a dor.

Eu não sabia que perdê-lo iria doer tanto e sempre. É uma dor vagarosa, que não passa e não tem pressa. Ela chega sempre com a aurora e não vai. Apenas se mistura ao meu dia-a-dia, aos meses, aos anos, à vida.

Às vezes, quando o problema ou a dor são maiores que eu, fico imaginando quais seriam seus possíveis conselhos. Tento falar com você, mas não sei verbalizar sem vê-lo. Sou tão minúscula nessa arte da fé!

Hoje, em sua homenagem, estou saudando a vida e ao amor. Vou imaginá-lo ao meu lado e beijar seu rosto; sentar ao seu lado e te falar um pouco mais de mim e do muito que você me deu e ensinou.

Sua amizade e seu carinho não verbalizados, mas sentidos, foram o alicerce de muitas decisões em minha vida e minhas lágrimas agora, são de puro reencontro com você.

Te amamos muito.

criado por eliezeteluna    8:46 — Arquivado em: Sem categoria

MULHER

Posso entender seu cansaço, de lutas travadas ao longo dos séculos, trazendo na pele as vestes de todas Amélias, que viraram Giseles, Dorinas, Terezas de Calcutá, aeronautas, princesas, ministras, poetas, filhas, avós, empresárias, Terezas Batista Cansadas de Guerra, atrizes, amantes, mãe, mulher.

Posso sentir sua estranheza, perplexidade e até desconforto, incorporando e assumindo tantos papéis e tantas peles em vários matizes.

Mas hoje é dia de desarmamento!

  Desmanche esse nó no cabelo, solte o coque e desça do salto. Deixe no armário seu terninho de mil grifes e vista seu jeans mais folgado e escrachado. Pé no chão e cabeça nas nuvens.

Só hoje, faça poesia com você!

Tire a maquiagem e desmanche essa imagem. Desenrugue a testa e faça sua festa. A máscara de brava você usa na segunda-feira, quando sua paciência estiver na beira.

Hoje é seu dia, desanuvia!

Hoje não tem criança, não tem escola e nem pediatra. Hoje não tem terapia. Só alquimia. Hoje o trânsito não vai ficar nervoso. Dará tempo pra tudo, até para os absurdos.

A reunião do Condomínio não é mais do seu domínio. As contas a pagar você congela no freezer. Seus sonhos e planos, põe ali, debaixo daquele girassol, perto da janela.

Hoje não tem patrão, reunião ou decisão. Hoje não é sua missão.

Desligue seu celular e o seu computador. Saia puxando todos os fios das tomadas. Desconecte-se. Só hoje.

Aquele plano de carreira, que dá tanta trabalheira, deixe guardado para a próxima quinta-feira, bem além daquela soleira.

Hoje não decida, não cuide, não interfira. Nada de intermediação, de alta combustão.

Procure um riacho manso e deite-se ali: quieta, linda e livre!

Hoje o mundo não te chamará para a luta. Que ele passe sem você, pobre sexo frágil tão forte!

Será que o mundo aguenta? Só um dia sem a sua interferência?

É a empregada que faltou; o carro que enguiçou; a TPM que adiantou. É buscar superação em reunião com homens de ação, tendo que mostrar quem você é, só porque é mulher…

É contratar um pedreiro e ter de cantar de galo, só para mostrar quem é que manda no poleiro. É se entender com o mecânico, que ainda acredita que sua cabeça é uma pequena ventuinha.

É discutir a relação! E ainda explicar para a filha o que é menstruação. É ensinar coisinhas básicas para o filho, para que ele reproduza um mundo com mais emoção. Não vivemos só de tesão.

Faça valer seus direitos!

Esqueça a boa conduta e corra nua pela rua. Ria alto, dê gargalhadas e cambalhotas. Faça pactos só pra se divertir, já que sabe que não vai cumprir. Pule um muro, buzine e faça barulho.

Esqueça o padrão de beleza e se lambuze na mesa. Pra variar,  se descomponha e enlouqueça. Não pense no cardápio e nem se preocupe com os larápios. Gaste sua energia e todas as suas economias.

As "muito" feministas que me perdoem, mas eu quero folga hoje. Careço de um abraço dengoso, daquele homem gostoso. Preciso de colo, de mimo, e se puder de um arrimo.

Faça amor. Seja o amor. Se embebede de amar sem pensar.

Hoje o dia é nosso! Quem sabe no futuro, tenhamos coragem para só ser o que queremos, todos os dias.

Minha homenagem a você, mulher camaleoa!

Eliezete de Luna Freire

 

(Eliezete é autora do livro: www.odeiocomputadores.com.br, lançado no Dia Internacional da Mulher em março de 2007, ocasião em que escreveu este texto).

Se você gostou, envie-o para uma amiga tão especial quanto você. Ou para um homem que você queira fazer entender o que somos, ou por que somos.

 

criado por eliezeteluna    0:02 — Arquivado em: Sem categoria

30/3/08

SOU ASSIM, AMÉM !

Então vamos combinar que é proibido proibir. Principalmente aquelas proibiçõezinhas que servem para rotular, enquadrar, travar, inibir.
Estou aqui de cara lavada e alma encharcada , passando por transformações. Muitas.

Algumas que vão surgindo de mansinho como uma brisa ; outras que já chegam como um tornado. A ambas dou a minha mais completa atenção. Porque não importa a letargia ou a pressa e sim o quanto estamos dispostos a acolhê-las como fruto de um crescimento, que as vezes cabe em "qualquer roupa", e que por outras temos que "engordar" ou "emagrecer" sentimentos, domesticar feras interiores ou cutucar onças com varas curtas.

Somos de fase! Como a Lua e como todas as mulheres tão bem o sabem. Mas não precisamos ser de tribos; ou turmas; ou classes. Que tal só sermos, assumindo toda a complexidade e maravilha que é a vida.

Pra quem ainda não me conhece, vou resumir uma historinha:
Era uma vez uma menina que adorava livros. Devorava-os. Inevitável não gostar de escrever. Acalentava sonhos de escritora desde muito pequena. Começou escrevendo cartas e bilhetinhos para amigos.

Quando "adolesceu" seus diários eram seus amigos. Quando o amor chegou trouxe a reboque inúmeras poesias pueris. A descoberta do sexo forjou lindos poemas eróticos.

E em 08 de março de 2007 ela lançou seu primeiro livro, cujo assunto fugia completamente do seu domínio e empatia. O título? www.odeiocomputadores.com.br. Nada de ódio no livro. Muito pelo contrário. Ela simplesmente descobriu uma veia cômica e fez uma limonada dos limões que a vida lhe deu.

E hoje estou aqui, brincando com outra coisa, mas fazendo sério o que mais amo na vida: escrever.

criado por eliezeteluna    12:36 — Arquivado em: Sem categoria
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Am I a spambot? yes definately
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