Folha Viva

SOU DE FASES: COMO A LUA E COMO TODAS AS MULHERES. TENHO TODOS OS HUMORES E TODAS AS IDADES…escrevo sobre o que está me incomodando, ou sobre o que, deliciosamente já se acomodou em mim Entendeu? Nem eu!

28/8/08

Valha-me $$$$$ Deus!

Arrumação de armários sendo feita e a televisão ligada pra distrair sem me atrair. Só aquele zum, zum, zum no ar.

De repente algo diferente acontece! Não sei dizer se o tom da voz, ou as palavras que acabara de ouvir. Foi tão forte e inexplicável, principalmente para alguém como eu, avessa e crítica ferrenha dessa turma… Mas parei o que estava fazendo e fiquei atenta àquele sinal, ou mensagem dirigida a mim. E comecei a ouvir aquele homem pregar. Meu lado crítico sempre de plantão não parava de me cutucar, como a dizer "ficou doida? De onde veio essa fé repentina? Tá acreditando mesmo?" Mas o outro lado, aquele que adora novas descobertas e que não hesita em ser tocado por novas magias ficou atento.

 

Peço. Não, eu imploro: não riam de mim, mas as lágrimas começaram a correr soltas e eu tive absoluta certeza que não era obra do acaso.

 

Bem, a pregação continuou. O pastor não gritava com o seu rebanho como é de costume. Além da ótima dicção tinha um português perfeito; daqueles que dá gosto de ouvir, e um raciocício rápido e coerente. Entreguei-me! Naquele momento de fé (sem raciocínio), eu faria qualquer coisa que aquele homem mandasse, tamanha sua força em me fazer acreditar na minha própria força. As imagens que a televisão mostrava não eram diferentes do que eu sentia e refletia. Cheguei a me olhar no espelho pra ver minha fé refletida!!!!!

 

De repente, não mais que de repente, uma banda toca uma música pra lá de balançante e que apimenta mais a adrenalina daquela multidão. Também dei meus requebros do lado de cá e no auge daquele transe o pastor volta. É aplaudidíssimo e quando diz "Amém irmão?", a massa humana responde "Amém". Fiz questão de também responder pra cumprir todo o ritual. E com o mesmo tom de voz manso, o discurso do pastor foi mudando e na maior cara-de-pau que já vi, ele começa a pedir dinheiro. E não há disfarce pra isso. "Como Deus pode lhe ajudar se você se recusa a dar a ele 10% de tudo que você ganha? Que falta de confiança é essa?" E por aí ele foi.  Foi simplesmente constrangedor vê-lo pular da euforia da fé para as sacolinhas vermelhas estrategicamente colocadas.

 

Pensei em ir ao PROCON queixar-me da propaganda enganosa. Fui ludibriada na fé enquanto minha inteligência dormia…

 

Uma amiga que ouviu meu desabafo sugeriu-me uma capelinha linda, moderna e diferente. Fui e adorei o ambiente. Senti uma energia contagiante e pra variar  chorei.

Na hora do sermão (não tem palavra melhorzinha?) o senhor padre, também bom de palanque, disse que de última hora havia recebido uma inspiração divina para mudar o tema da noite para um assunto sobre o qual ele nunca falava: O DÍZIMO e sua importância nas obras assistenciais. Olha que tema lindo… e recorrente. Voaram sacolinhas vermelhas por todos os lados.

Será que eu atraio isso? Valha-me $$$$$ Deus!

criado por eliezeteluna    21:54 — Arquivado em: Sem categoria

26/8/08

meu NÚMURU é…

Nas próximas eu me candidato. É só uma questão de jôgo de cena, né não? Nada é sério. É só um ensaio para a Presidência. Não precisa ter ficha limpa, nem bons antecedentes. Basta ter vontade, de qualquer coisa, principalmente dos cinco minutos de fama.

 

Fiz questão de perder meia hora assistindo de cabo a rabo os candidatos ao cargo de Vereador. É um horário rico de tipos engraçados e estranhos. Pensei haver um, pelo menos unzinho que me convencesse a aderir a seu chamado, mas  simplesmente inexiste.

Pra começo de conversa grande parte não sabe pronunciar a palavra "número". Outros não conseguem ler direito o que mandaram. Imagino algumas peneiradas logo de cara pra diminuir tantas siglas e números. Quem sabe um debate livre de idéias (nem precisam ser idéias políticas, que já seria pedir muito), com todos. A eliminação ocorreria pelo volume de risadas do público. Também existem testes mais rigorosos, como pedir para contar até 100, ou fazer um soletrando de qualquer cartilha primária.

 

Não há opções. Ou vemos uma cambada de políticos profissionais com cara de safados repetindo chavões antigos, ou pobres homens e mulheres apáticos, assustados e sem nenhuma energia.

 

E haja sigla!  Será que não dá pra variar um pouco? Alguém sabe lá o que significa PHS, PSL, PSDC, PSC, PTN, PSTU? O "P" eu sei que é de Partido, mas a lei poderia permitir mais criatividade. Por exemplo: Sociedade Amigos do Carandiru…

 

E a candidatura faz propaganda do negócio da família do candidato, porque nesses tempos difíceis, ou emplaca a VEREADORANÇA, ou volta para o negócio, mas com mais clientes, é claro. É só prestar atenção: João do Gesso, Nunes Peixeiro, Tia Ana Escolar, Sergio Mallando (como o próprio nome diz), Luiz Carlos do Raça Negra, que dá uma palhinha, Aurélio Miguel, que antes de falar nos brinda com um vídeo de sua luta.

Não posso me esquecer da Dra. Havanir. Ela fez um monte de plásticas, mas quando abre a boca só vemos incorporado alí o falecido (que Deus o tenha), Dr. Enéas, que já deixou lugar garantido para o Enéas Filho, seu xerox autenticado.

 

É isso. Só isso o que temos. Por que não eu? Falta só o númuru…

criado por eliezeteluna    16:57 — Arquivado em: Sem categoria

21/8/08

BIENAL DO LIVRO: Canteiro de letras e emoção!

Na 19a. edição da Bienal do Livro, ocasião em que estava delineando

meu livro, entrei extasiada no Pavilhão do Anhembi vasculhando tudo e pensando : "quem sabe algum dia eu também estarei por aqui na qualidade de escritora!"

E ontem, adentrar aquele santuário dos livros com o crachá da 20a.  Bienal  identificando-me como "AUTORA",   foi uma emoção indescritível.

Quero agradecer a todos os amigos que me prestigiaram,  bem como a todos os queridos desconhecidos que se encantaram com minha "cria" e levaram um filhotinho pra casa.  Fiquei realmente feliz , orgulhosa e honrada.

Foi um dia mágico, com inúmeras cenas comoventes que presenciei, principalmente crianças e adolescentes descobrindo o prazer de escolher um livro. Sementes sendo semeadas em solos férteis!

Agradecimento especial aos jornalistas que me acolheram na sala de imprensa com suas perguntas inteligentes e questionadoras, em um bate-bola  divertido e descontraído, deixando-me muito à vontade para falar sobre o meu livro: (Rádio USP  / Rádio Voz da América   / Rádio Boa Nova /   Rádio da Universidade Federal de Minas Gerais.) A todos o meu carinho.

 

 

 

 

 

 

 

criado por eliezeteluna    14:55 — Arquivado em: Sem categoria

13/8/08

Porque escrevo!

Na época escolar, quando tínhamos que ler algum livro e fazer alguma redação ou comentário a respeito, os colegas de classe reclamavam e muito! Ninguém gostava de ler e muito menos de escrever. Ao contrário deles, eu ia à forra com relação às outras matérias. Aquilo era o maior prazer do mundo e, na maioria das vezes, minhas provas vinham sempre com nota máxima e algum recadinho do professor elogiando o texto. Estímulo dobrado.

 

Na adolescência tive dois momentos determinantes no sentido de saber que, se existia alguma coisa que eu queria de verdade, essa coisa traduzia-se em escrever! Encontrei um livro de capa dura vermelha em um banco de uma praça e não tive o menor pudor em levá-lo comigo. Mal sabia quem eu estava levando pra casa! Simplesmente Dostoiévski e "Os Irmãos Karamázovi." Depois, meu pai presenteou as cinco filhas com a coleção completa de Machado de Assis. Nunca mais parei de ler e sei que ainda tenho um vasto mundo a ser lido. E soube desde então, que a exemplo daqueles escritores maravilhosos, eu também queria transformar sentimentos mudos em palavras concretas.

 

E escrever foi se tornando minha forma de comunicação com o mundo. Ultrapassava barreiras da timidez me expondo no papel. Se não existia algum motivo para enviar uma carta ou bilhete, meus diários iam recebendo aquele jorro de emoções ainda não delineadas, em um ensaio que me preparava. Muitas vezes acordava de madrugada com sede de juntar letrinhas e só voltava a dormir quando a alma, enfim satisfeita, esgotava o simbolismo daquele momento.

 

Doce magia de escrever e arrancar da essência partículas infinitas de emoção. Ato solitário e visceral, que quando manifestado, temos que deixar tudo mais de lado e dar passagem a essa criança que nasce inesperadamente, às vezes rasgando nossas entranhas e por outras suavemente. E em qualquer dos casos torna-se nosso filho muito amado.

*********************************************************************************

 

No próximo dia 20 de Agosto, das 15h às 17h estarei na 20a. Bienal Internacional do Livro de São Paulo autografando meu livro www.odeiocomputadores.com.br

 

 

De 14 a 24 de agosto

Das 10h às 22h

Pavilhão do Anhembi

Visite o stand da Totalidade Editora na Rua O. Quem passar por lá e disser que acessa meu blog, terá 20% de desconto na compra de qualquer livro da Editora.

www.totalidade.com.br

www.bienaldolivrosp.com.br

eliezeteluna@yahoo.com.br

 

criado por eliezeteluna    10:53 — Arquivado em: Sem categoria

8/8/08

Não engulam sem mastigar…

Ontem à noite , assistindo a um programa de pegadinhas na TV, que por sinal fugia à regra e era diferente e engraçado, constatei que o povo brasileiro realmente esqueceu o estilo "cara pintada" de ser, de reclamar, pedir explicações e não engolir qualquer coisa sem questionar.

 

A encenação era a seguinte: um guarda  devidamente uniformizado ficava parado em uma esquina, e todas as pessoas que passavam usando óculos, de sol ou de grau , eram paradas por ele, que de bloquinho de multa na mão pedia para ver o documento de identidade da "vítima". E com exceção de uma única senhora que interpelou o guarda no sentido de que ele se identificasse melhor, todos os outros entregavam o documento sem questionar. Apenas ficavam surpresos e aguardavam.

 

O guarda preenchia um boleto de multa e entregava dizendo que a multa oficial chegaria na residência pelo correio, no valor de R$1.500,00 e que poderia ser parcelada em até  3 vezes.

Até aí ninguem questionava sobre o que se referia aquela transgressão! Falavam primeiro que não tinham dinheiro. Alguns, só aposentadoria. Ao que o guarda cinicamente respondia que melhor ainda. Seria debitado direto na conta.

Aí então perguntavam por que estavam sendo multados!

O guarda então mostrava uma placa (parecida com as de trânsito)afixada em um poste. Nela tinha o  desenho de um par de óculos, com a indicação de que era proibido usá-los alí. O complemento da informação era de que aquele local era uma zona de segurança  máxima, que os óculos não permitiam uma boa identificação da pessoa  e  ato contínuo pedia às pessoas para tirá-los. Mesmo reclamando, todos tiravam.

Um senhor alegou que os óculos dele também eram uma medida de segurança: sem eles não enxergava! Mas tirou-os. Alguns rapazes riam do guarda, mas tiraram os óculos também. Uma moça achou absurdo, não tinha lido nada a respeito. E era informada  então que a lei era novíssima, estava começando naquele momento.

E todos levavam o papelzinho com ar meio preocupado, mas convencidos daquele surrealismo.

 

Esse é o reflexo de algumas coisas que podem causar indigestão se não forem bem "mastigadas". Temos direitos e essa pegadinha poderia ser alguma doidice real, criada por alguns gênios soltos por aí…

criado por eliezeteluna    19:33 — Arquivado em: Sem categoria

7/8/08

Querido Pai

Já faz 14 anos que você partiu e o que a princípio parecia impossível - continuar vivendo normalmente sem a sua presença física - também aconteceu.

 

Não vou mentir dizendo que lembro de você todos os dias! Não dá Pai, tudo aqui está muito rápido. Nem sei se você iria se adaptar. Acho que aí no seu cantinho deve ser tudo mais sereno e harmonioso. Imagino jardins floridos e músicas lindas.

Por outro lado, sempre que preciso tomar alguma decisão importante, ou quando meu espírito fica mais introspectivo, a ligação com você é instantânea. E nessas horas você ilumina minha vida, me dá colo mesmo e segura forte a minha mão.

Que força danada  a sua "seu Eduardo!" Tem muito pai vivo morando junto aos filhos… e no entanto ausente, inexpressivo.

 

Pequenas lembranças suas. Lampejos de saudade. O tec-tec da sua Olivetti portátil,  sua letra forte,  meio inclinadinha pra direita, com seus "escritos"  tão sérios e com português tão correto.

A vida toda acordando de madrugada pra trabalhar, sem nunca reclamar disso. Ao contrário, tinha o maior orgulho de toda rotina.

Pé-de-valsa dos bons, ensinou as cinco filhas a dançar.

Cavalheiro como ninguém, tinha um jeito próprio de segurar nosso braço pra atravessar as ruas. E atravessar a vida também.

Meu filho, que conviveu tão pouco com você, tornou-se um homem. De bem e dos bons Pai. Vocês iriam se gostar muito. Seus outros netos sempre lembram algum detalhe seu.

Sua esposa apaixonada como sempre, ilumina o olhar quando fala de você. Da paixão fulminante que os uniu por toda a eternidade.

 

Então por enquanto as notícias são essas. Espero que em próxima carta eu possa lhe falar que as pessoas pararam de correr tanto e estão "perdendo" mais tempo umas com as outras, se olhando e se entendendo mais.

Estou muito feliz porque sinto que você está bem. E eu estou ótima Papai. Aprendendo a vida com olhos mais apaixonados, peneirando o trânsito de emoções dentro de mim. Só passam e circulam as boas.

 

Amo você

Antecipadamente, Feliz Dia dos Pais

criado por eliezeteluna    18:00 — Arquivado em: Sem categoria

5/8/08

Programinhas

Êpa, alto lá. Os programinhas aos quais me refiro são os de televisão!

Não sou crítica de TV, quer dizer, crítica profissional né? Mas sou uma telespectadora crítica sim.

Comecemos pela ganhadora do troféu apelação de hoje: Sônia Abrão, com seu close no rosto do cadáver. (Não ví o programa  mas lí na internet) É uma das maiores utilitárias da palavra EXCLUSIVO e EM PRIMEIRA MÃO  para toda desgraça de última hora. Ela e seus repórteres(?) costumam mudar a expressão do rosto e o tom de voz quando querem espremer bem o sangue das vítimas ou de seus parentes. Sem a menor credibilidade humana e  profissional.

 

O impressionante é a quantidade de programas que competem entre si no mesmo horário, mas  que não apresentam nenhuma característica que o diferencie   dos demais. Subestimam a inteligência do público e pecam pela falta de bom gosto, bom senso e criatividade.

No domingo por exemplo, aquele tal de Fantástico está se tornando cada vez mais o estimulante de pessoas agressivas, de hipocondríacos e de aberrações. Ótima maneira de alimentar e serenar espíritos em um final de semana. A maioria vai pra cama com raiva do mundo e nem sabe bem porque. É só o rescaldo do que viu e ouviu.

 

O formato  dos programas  diários, ditos femininos,  é sempre o mesmo. Algumas pinceladas nas notícias, um fofoqueiro de plantão pra contar quem se juntou e quem se separou, uma receitinha aqui, uma aulinha de qualquer besteirinha alí e está apresentado o programa.

 

Márcia, a da Band, é especialista em pretensos suspenses com aquela maquininha de enganar bôbo. Depois de estimular o  barraco entre seus "clientes" e  que a situação tende a se resolver, ela o que faz? Coloca lenha na fogueira novamente. Ridiculo quando ela tenta falar sério. Ninguem acredita que ela queira realmente ajudar alguém.

Hoje ví uma senhora no Olga Bongiovani  fazendo uma externa com um repórter. Não entendí bem a profissão dela. Numerologia, misturada com palpitaria. Bem, eles vão até uma fila enorme de desempregados em busca  de emprego e a dita senhora começa a enumerar os vestuários errados dos candidatos. "Essa moça está completamente errada. Veja essa bota. Jamais ela deveria vir procurar emprego assim". Meio nada a ver, considerando que eram pessoas simples e que provavelmente nem tinham outra coisa pra calçar.

Aliás, a roupitcha dessa senhora era de doer. E eu parei para assistí-la, porque  lembrei-me que no final do ano, quando todo mundo ensina simpatias, etc, ela estava lá no programa falando de energias ruins etc e que na passagem do ano tínhamos que varrer e jogar muita coisa fora. E numa matéria externa, ela entra em uma casa que tinha uma grandiosa biblioteca e diz que aqueles livros "parados" alí tinham muita energia negativa e que deveriam ser eliminados.  (Não as energias, mas os livros!!!) Doeu meu coração naquela hora. Pelos livros e pelo tamanho do Q.I. dessa sumidade.

E antes que você questione se sou viciada em TV, posso lhe adiantar que passo vários dias sem ligá-la. Nem novela acompanho. Mas de vez em quando dou uma passeada pelos canais pra ver como anda o nível, ou mesmo procurando algo interessante pra ver. Lamentável. E tem mais, muito mais.

Ah! ia me esquecendo de dizer que tem alguns que se salvam. Volto qualquer dia pra dizer quais e porque. 

criado por eliezeteluna    22:37 — Arquivado em: Sem categoria

Recadinho

Queria ser a primeira (?) a  cumprimentá-lo. Acordei cedo, tomei um delicioso banho e  preparei a alma pra conversar com você. Cronometrei até os minutinhos, antecipando a alegria de ouvir o seu alô. Imaginei com detalhes o que lhe diria  nesse dia especial. Nada de frases feitas ou desejos comuns. Pensei em falar pouco, mas dizer tudo. Cheguei até a ver o seu largo sorriso de convencimento pensando… Ah! Ela ainda não me esqueceu! Ou, ela  se lembrou do meu aniversário! E ambas exclamações estão corretas.

Só não contava com a possibilidade de você não atender o maldito celular.  E  depois do susto e da decepção, só me restou cair na gargalhada, pela falta de tato do meu planejamento estratégico, de achar que você mal dormiu esperando esse telefonema. Como pode perceber, ainda sou movida a impulsos. Alguns, logicamente, me fazem dar de cara com a parede.

 

Eu imagino que você vá ler isso algum dia. Nem vou "planejar" quando! O importante é lhe dizer FELIZ  ANIVERSÁRIO!  O abraço também ficará para o futuro, mas tenho absoluta certeza que você sabe como ele será: apertado, dengoso e com muita energia. E de brinde, um beijo!

 

Será que você pode me presentear no seu dia? Estou aguardando a "foto sorriso". Ainda não chegou.

 

…Ele me olha e não é o desejo que me mata, é a ternura de nossa ligação… (Lí essa frase em algum lugar e achei perfeita demais) E é nessa mágica ternura que vou passar o dia hoje, fingindo que ainda somos possíveis e parceiros. Talvez até tome um porre em sua homenagem. Quero brindar à vida que permitiu que parte da minha história fosse escrita com você, tornando-se um dos capítulos mais bonitos e verdadeiros.

 

E que tal mais uma sintonia hoje? Ontem eu ouví muito e vou continuar ouvindo  (até enjoar) JAMES BLUNT. Duas músicas me tocam profundamente. Gosto da melodia, da voz, do tom. Me fazem lembrar você: High e Same Mistake.

 

Confuso demais meu recadinho? Confundir é minha especialidade. E apenas para constar na memória feliz de sua vida, e a bem da verdade, devo lhe dizer que ainda não conheço Monte Verde!!!!!!! Meu coração se recusou a fazer aquela viagem. Continua fiel à sua verdade.

Então é isso! Continue feliz. Seja sempre feliz. E que o primeiro pedaço do bôlo seja meu. Grande beijo, dessa sua amiga atrapalhadinha.

 

 

 

criado por eliezeteluna    8:38 — Arquivado em: Sem categoria

2/8/08

Lula leu meu livro??????????

Que maravilha. Agora é lei, enquadraram o atendimento telefônico nas empresas.

NÃO DESLIGUE!  SUA LIGAÇÃO É MUITO IMPORTANTE PARA NÓS!

Será mesmo?

Não vou citar o nome do meu convênio médico, mas é óbvio que neste ramo de atividade, o telefonema que você faz só tem um objetivo:

tentar aliviar sua dor ou desconforto físico através de uma rápida marcação de consulta com um especialista. Bom, se conseguir uma data próxima já é difícil, a dor aumenta quando se pensa no tempo que os tímpanos ficarão expostos  àquela chatice de pedir para não desligar, porque sua ligação é importante pra eles. Se não bastasse, tome propaganda. Que eles são isso, fazem aquilo, só pensam em nós…

 

E o monólogo da maldita gravação poderia até ser cômico com aquela voz igual em todas as empresas, se não fosse trágico pela total falta de atenção, falando de coisas que não perguntamos. Se quisermos falar temos que ouvir muiiiiiiiiito. Essa é a pior tortura da comunicação nos dias modernos, e o exemplo mais gritante de como a máquina mortífera tenta substituir o homem, com total insucesso.

 

Quando telefono para qualquer lugar e já ouço aquela sonsa repetindo para não desligar, já sei que vai demorar. Sei também que tem dedinhos distantes do computador na parada.

No mês passado protagonizei uma experiência desgastante com esses robozinhos. Recebi um cartão de crédito que não solicitei. Nos dias seguintes, começaram a chegar várias cartinhas reforçando que, agora, eu poderia entrar em qualquer sala VIP, etc. e tal. E antes que a brincadeira custasse muito mais caro, tentei fazer o que parecia ser o mais simples: discar alguns números, informá-los  de que eu não era tão VIP assim e cancelar a droga daquele cartão.

 

É óbvio que fiquei uma eternidade ouvindo alguém "implorar" repetidamente, para eu não desligar. Quase acreditei que fosse VIP mesmo. Essa foi a FASE 1 da tortura.

 

Naquele espaço de tempo, tentei pensar ou fazer outra coisa, mas não dava. Comecei a odiar aquela empresinha, mas continuei aguardando, na esperança, quem sabe, que o som mudasse, ou que o texto se transformasse, em uma linda poesia de Carlos Drummond de Andrade. Quem dera!

 

Atenção! Vai começar a FASE 2 do Telemarketing passivo.

 

"Se você ainda não é cliente, digite 2".

"Se você já é cliente, digite 3, mais o número de sua senha".

"Se você quer saber o valor de sua fatura, digite 4".

"Se você quer passar um fax, digite 5".

 

A essa altura, tive que redobrar a atenção, porque se meu dedo esbarrase por engano em outro número, voltava  tudo à estaca ZERO.

 

"Se você quer falar com um de nossos atendentes, digite 6".

EUREKA!  É o meu número. Digitei o 6, mal podendo acreditar.

"Aguarde! Dentro de instantes um de nossos operadores irá atendê-lo".

 

Momentos de grande tensão e muita adrenalina. Em questão de segundos  tentei ser rápida e buscar na memória o motivo do meu telefonema. Eu já havia me esquecido depois de ficar um tempão naquele game interativo.

"Boa tarde, sou Alice no País das Maravilhas, em que posso ajudá-la?"

 

Meu ardente desejo era o de descarregar toda minha fúria em cima daquela lerdeza,mas me contive, dizendo que queria cancelar o cartão de crédito que me enviaram, sem a minha concordância ou solicitação.

 

A "operadora" passou um bisturi em minha tênue paciência, dizendo que o setor de cancelamentos funcionava das 8h às 18h, e que, portanto, eu deveria retornar a ligação no dia seguinte. Meu relógio marcava 18h02min. Quer dizer, então,  que enquanto me pediam para não desligar - porque eu era importante para eles- já estavam todos indo embora? Não me perguntaram sequer o motivo da insatisfação!

 

Me diz uma coisa: Quem foi o gênio que inventou essa imbecilidade de atendimento e saiu vendendo o mesmo pacote pro  resto do mundo?  

 (Do livro www.odeiocomputadores.com.br) Editora Totalidade

 

 

 

 

 

 

 

criado por eliezeteluna    21:44 — Arquivado em: Sem categoria

1/8/08

A arte de sorrir

Só hoje prestei atenção a uma música que toca sempre na rádio que costumo ouvir.  É Bethânia cantando:   "a arte de sorrir, cada vez que o mundo diz não…"  E essa frase não me saiu da cabeça o dia todo.

Depois recebí um e-mail que no final dizia: "ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional."

 

E não é que eu estou mesmo virando gente grande? Porque é assim que tenho me conduzido de uns tempos pra cá. Custo a me reconhecer dentro desta nova arte: a de sorrir, ou optar por não ficar triste.

E é tão melhor deixar a vida nos levar!  Ela é sábia sempre, mesmo quando nos contraria. E ela tem seus meandros: encurta distâncias; descobre atalhos; aproxima dando voltas; mostra bifurcações;  traz de volta o que já havia sido dado como perdido; realiza sonhos adormecidos ou cansados…

 

Simplesmente sorria, ou não se entristeça nunca mais. Tudo vai ficar bem. É uma questão de conduzir o olhar  sob um novo ângulo, colocando o foco em lugares felizes. Não é apenas fingir que está tudo bem. É ter certeza absoluta que o Universo sabe o que faz.  Primeiro ele prepara o solo, planta, fertiliza, fortifica, amadurece os sonhos e eles nascem. Assim, meio de repente, quando a colheita terá significados maiores e melhores. Sorria! (Mesmo que você esteja sendo filmado. É inevitável  essa piadinha final.)

 

 

criado por eliezeteluna    12:22 — Arquivado em: Sem categoria
Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://folhaviva.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.