De acordo com o Aurélio, GORJETA significa pequena quantia, além da normal, que se dá por ser bem servido…
Mas contrariando essa definição, eu diria que gorjeta é o que pagamos para ser simplesmente atendidos, ou em outra variação, pagamos para não ter nosso bem depredado.
Exemplos de sobra de prestadores de serviço que às vezes nos atendem tão mal, que deveríamos ser reembolsados. Mas reza a lei tácita, que bôbos que somos, devemos dar a tal da caixinha.
Os garçons, que de acordo com denúncias da categoria não ficam com a grana que recebem. Ela vai mesmo é para o dono do negócio, que recebe duas vezes então. E a lista segue: manicure, cabeleireira, frentista, entregador de pizza, manobrista…
E quando o Natal se aproxima a lista engrossa. As caixinhas já não são figuras de retórica não. Elas estão em qualquer balcão de comércio que você encoste a barriga. De todos os tamanhos e cores e as letrinhas dizendo: Caixinha de Natal. Obrigado.
Gente que você nunca viu nem a passeio, quanto mais prestando algum serviço particular a você, investe naqueles cartõezinhos humildes. Puxando a fila vem os varredores da sua rua(?), os coletores de lixo, o entregador do jornal, os trocentos funcionários do seu prédio, os medidores e entregadores de conta da Eletropaulo, Comgás, Sabesp. Viche Maínha!
Ando muito ranheta. Por conta da recente mudança de apartamento e considerando as situações surrealistas que passei com a Telefônica , Comgás e outros elementos (que merecem um post específico), cobrando pagamentos "por fora", assumi de vez meu lado Eliezete Malvadeza.
Só gratifico se fiquei MUITO satisfeita e se não me vi obrigada a fazê-lo.
E isso vinha me incomodando tanto, principalmente com relação ao sentido do Natal, cujo sentido maior perdeu-se no comércio, que pelo menos neste ano, (pode ser que eu mude) não montei minha árvore de natal e nem coloquei guirlanda na porta.
Estou em protesto contra os aproveitadores de ocasião, que não deixam espaço para comemorar de verdade o nascimento do menino.
Não preciso mais de simbolismos, muito menos dos "vendilhões do templo".