23/12/08
Minha melhor produção
Ontem recebi um e-mail especial do meu filho assim que ele chegou ao trabalho. Havíamos tomado o café da manhã juntos e até então não aparentava ter nenhuma nuvem filosófica sob sua cabeça.
O assunto era futuro e suas palavras convidavam-me a relacionar todos os sonhos (que racionalmente ele substitui por objetivos) que eu gostaria de realizar. Obviamente que estamos falando de coisas tangíveis, com metas, prazo e planejamento, não importando se a curto, médio ou longo prazo e sem deixar de incluir também sentimentos mais verdadeiros, como por exemplo mais amor.
Ele me instiga enviando sua lista de "EU QUERO" e pede os meus "EU QUERO", acrescentando, "quero te dar alguma coisa especial. Peça!"
Entre várias coisas de nossas listas, ficou decretada uma pós-graduação e uma segunda Faculdade para ele e a publicação do meu segundo livro.
Mas o que de mais forte e que me levou às lágrimas depois dessa troca de sonhos por e-mail, foi a sensação maravilhosa de saber que não vim a passeio para esta vida. Eu consegui! Apesar de todas as dificuldades, insegurança e medo de errar, fui sempre guiada pela intuição e pelo amor e ajudei a formar um Ser Humano especialíssimo, contando com a própria força que dele emanava e que nunca me permitiu desistir.
Meu filho namora, frequenta balada e adora jogar futebol, mantendo amizades desde os sete anos de idade. Nessas horas de descontração podemos até ouví-lo falar "beleza", "firmeza" (que fazem doer meus tímpanos), mas de segunda à sexta-feira ele coloca seu terno e gravata e se transforma em um profissional sério, competente e determinado, que ama o que faz. É Coordenador de Marketing em uma grande empresa e tem sob seu comando 22 funcionários.
O que tem de excepcional aqui é que ele só tem 22 anos.
Inevitável pensar em quantos pais (e quero frisar aqui que me refiro a pai e mãe morando juntos e criando os filhos), conseguem "produzir" assim uma pessoa tão especial, sem se descabelar com medos e mais medos de não ter certeza "do que" criou?
Ele é meu orgulho e estímulo. Aprendemos um com o outro, às vezes fazendo escora até que quem está mais fraco se fortaleça; brincamos às vezes como duas crianças levadas; brigamos às vezes para acertar os ponteiros e somos extremamente honestos e verdadeiros nessa camaradagem cúmplice.
Muitas vezes ele é meu pai e minha mãe e eu não tenho o mínimo trabalho em fazer o papel de mãe.
Eu simplesmente amo esse moleque!
criado por eliezeteluna
11:57 — Arquivado em: 
